Terminados 5 dias em viagens pelos paraísos insulares orientais rumámos para o sol poente na ilha de Tenerife. O espanhol é uma língua complicada, mais ainda quando falada com sotaque das ilhas onde adquire expressões e sons devera estranhos. Até a matemática, linguagem internacional e admitida pelos génios como futura ponte de ligação aos Marcianos do ignoto Universo, adquire nas Canárias fórmulas de cálculo retorcidas. Uma hora a fazer contas de criança nas costas de um panfleto publicitário da melhor frota de aluguer canário, foi o tempo despendido a demonstrar que para além de escudados do epíteto de caloteiros ainda nos era devido o montante da caução.
Alheio à reunião matemática o voo de ida para Tenerife ia-se posicionando na pista. Com os ponteiros alinhados na hora da partida e os porões fechados, surtiram efeito os lindos olhos da Alice e o meu sorriso para persuadir as hospedeiras a deixarem-nos entrar no avião. O voo quase deserto acentuava os olhares mistos de cólera e ânsia dos restantes passageiros e destacava as múltiplas violações dos códigos de segurança aérea latentes nos inúmeros sacos que oscilavam nas nossas mãos. Desde frascos de cosmética a cavilhas e martelos de campismo tudo entrou no avião. Felizmente faltei à aula de bombas e sequestros…
Alheio à reunião matemática o voo de ida para Tenerife ia-se posicionando na pista. Com os ponteiros alinhados na hora da partida e os porões fechados, surtiram efeito os lindos olhos da Alice e o meu sorriso para persuadir as hospedeiras a deixarem-nos entrar no avião. O voo quase deserto acentuava os olhares mistos de cólera e ânsia dos restantes passageiros e destacava as múltiplas violações dos códigos de segurança aérea latentes nos inúmeros sacos que oscilavam nas nossas mãos. Desde frascos de cosmética a cavilhas e martelos de campismo tudo entrou no avião. Felizmente faltei à aula de bombas e sequestros…