Escudada pelo papão do embargo como justificação para o subdesenvolvimento persistente, Cuba é inexplicavelmente um país de ataraxia latente. Um país parado no tempo e sem intenções de querer vislumbrar o futuro. Poderia ser inércia pura, e assim o é no caso dos dirigentes, mas quanto à população será antes um prolongar de hábitos de submissão esclavagista centenários. Não fosse o dramatismo que fere a dignidade humana diria em tom "gozão" que os cubanos são como as Marias vão com todos.
A descobertas das Caraíbas pela frota de Colombo abriu o paraíso balnear aos olhos do mundo, mas assinalou também o último dia de verdadeira independência dos Cubanos (sejam eles quem forem). Chacinados ou vergados pelo peso do trabalho e das enfermidades que desconheciam, em Cuba como de resto nos restantes países da América, os Índios foram os primeiros a sucumbir. Iniciou-se o reinado castelhano e com ele a criação do povo cubano. Uma moxinifada de índios, colonos espanhóis e escravos negros do coração da humanidade, os verdadeiros colonizadores genéticos do novo continente. No final do XIX século chegaram os novos amigos de Peniche. Olho ávido pelas terras doces de Cuba, foram os Norte-Americanos que deram a ajuda decisiva para a libertação do opressor ibérico. A lufada de ar fresco depressa se revelou brisa ligeira. Usando presidentes fantoches para disfarçar o poderio, os Estados Unidos tornaram-se os novos senhores da ilha do caimão, continuando o povo agrilhoado às inclinações dos governadores.
Números de circo encenados repetidamente enevoaram intenções revolucionárias pontuais, substituindo marionetas gastas por outras aparentemente patrióticas e imaculadas aos olhos inocentes do cubano esperançado. O carrossel continuou a girar de feição para os norte-americanos até 1959.
1959 poderia ter sido a data de descolagem do povo cubano, mas infelizmente assim não sucedeu. A nacionalização dos bens e negócios “legalmente” usurpados pelos norte-americanos levou ao corte de relações. Não se tratou de retaliação por violações de direitos humanos mas somente pela perda dos negócios milionários da cana-de-açúcar em solo cubano. Sem apoios externos nas áreas circundantes cederam à tentação soviética. Ainda que diferente, assistimos até à queda da união soviética do colonialismo dos tempos modernos. Em troca de apoio à causa soviética, os cubanos passaram a receber produtos vetados pelo embargo. Em todo este processo subsistiu sempre um erro crasso, nunca em Cuba se desenvolveu agricultura, indústria ou comércio dignos de tal nome. A queda da União Soviética foi assim mais uma machadada no projecto socialista de Fidel.
O embargo económico decretado há cerca de 50 anos poderia ter funcionado como estímulo à economia interna. Sem concorrência exterior seria de esperar que a produção cubana prosperasse. Assim não aconteceu. Como indústria pouco mais têm para oferecer do que rum e charutos e a agricultura é inexistente. É revoltante atravessar um país de prados verdes e terra rica com pouco mais do que meia dúzia de campos plantados. Como compreender que a maioria da população não tenha leite com tanta terra para criar gado? É o socialismo do faire rien.
A escravatura foi oficialmente abolida do território cubano em 1880 mas permanecem inculcadas na mentalidade cubana as marcas de submissão tatuadas durante séculos.
A descobertas das Caraíbas pela frota de Colombo abriu o paraíso balnear aos olhos do mundo, mas assinalou também o último dia de verdadeira independência dos Cubanos (sejam eles quem forem). Chacinados ou vergados pelo peso do trabalho e das enfermidades que desconheciam, em Cuba como de resto nos restantes países da América, os Índios foram os primeiros a sucumbir. Iniciou-se o reinado castelhano e com ele a criação do povo cubano. Uma moxinifada de índios, colonos espanhóis e escravos negros do coração da humanidade, os verdadeiros colonizadores genéticos do novo continente. No final do XIX século chegaram os novos amigos de Peniche. Olho ávido pelas terras doces de Cuba, foram os Norte-Americanos que deram a ajuda decisiva para a libertação do opressor ibérico. A lufada de ar fresco depressa se revelou brisa ligeira. Usando presidentes fantoches para disfarçar o poderio, os Estados Unidos tornaram-se os novos senhores da ilha do caimão, continuando o povo agrilhoado às inclinações dos governadores.
Números de circo encenados repetidamente enevoaram intenções revolucionárias pontuais, substituindo marionetas gastas por outras aparentemente patrióticas e imaculadas aos olhos inocentes do cubano esperançado. O carrossel continuou a girar de feição para os norte-americanos até 1959.
1959 poderia ter sido a data de descolagem do povo cubano, mas infelizmente assim não sucedeu. A nacionalização dos bens e negócios “legalmente” usurpados pelos norte-americanos levou ao corte de relações. Não se tratou de retaliação por violações de direitos humanos mas somente pela perda dos negócios milionários da cana-de-açúcar em solo cubano. Sem apoios externos nas áreas circundantes cederam à tentação soviética. Ainda que diferente, assistimos até à queda da união soviética do colonialismo dos tempos modernos. Em troca de apoio à causa soviética, os cubanos passaram a receber produtos vetados pelo embargo. Em todo este processo subsistiu sempre um erro crasso, nunca em Cuba se desenvolveu agricultura, indústria ou comércio dignos de tal nome. A queda da União Soviética foi assim mais uma machadada no projecto socialista de Fidel.
O embargo económico decretado há cerca de 50 anos poderia ter funcionado como estímulo à economia interna. Sem concorrência exterior seria de esperar que a produção cubana prosperasse. Assim não aconteceu. Como indústria pouco mais têm para oferecer do que rum e charutos e a agricultura é inexistente. É revoltante atravessar um país de prados verdes e terra rica com pouco mais do que meia dúzia de campos plantados. Como compreender que a maioria da população não tenha leite com tanta terra para criar gado? É o socialismo do faire rien.
1 comentários:
Grande análise, de conteúdo suficientemente suculento, para explorar numa aula de história.
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