Prostituição, o tema é recorrente mas aparentemente também o é a disponibilidade humana quando se trata de alimentar o estômago ou os vícios. Cuba não foge à regra, até ver sem excepção…
Pela proximidade e clima a comparação com as “bailarinas” brasileiras é inevitável, não pela repetição dos passos indecorosos frente aos hotéis de Copacabana mas antes pela escolha de coreografias estudadas. Graciosas e cobertas por tecidos vistosos, as cubanas que se pavoneiam nos hotéis têm traços distintos da prostituição banal dos países subdesenvolvidos. O passo mais acertado, os movimentos discretos ao mesmo tempo que insinuam a imaginação, olhar expressivo e pundonor inabalável conferem ao ballet da putaria cubana um carácter sublime.
Alapadas nos sofás da recepção cruzando olhares, mais expeditas de mãos dadas com hóspedes carenciados, atléticas na piscina ou matadoras na discoteca do hotel, a movimentação destas mulheres passaria despercebido não fosse a cor da pele e semblante bravio. Não se trata de racismo mas da constatação que o poder económico, motor do turismo, está ainda maioritariamente nas mãos dos brancos. Afinal não só de praia e rumba se faz o turismo em Cuba…
A postura é diferente e a prová-lo o desprezo que mostram pelo rótulo estereotipado de prostituta. Na sua maioria mulheres com estudos, utilizam a beleza estonteante das suas curvas corporais para se auto-proclamarem como acompanhantes de luxo. De forma generalizada e com as devidas diferenças serão o que no Brasil se chama de Garotas de Programa.
Intercâmbio linguístico terminado, corpos nus e suados entrelaçados em lençóis impessoais, movendo-se ritmadamente segundo sons guturais de libertação prazenteira, compõem um cenário que me faz duvidar da essência da actividade. Suavizado pela melodia licenciada e trejeitos educados, o fim anuncia-se sempre com o coito e o pagamento de serviços prestados.
Distanciado e preocupado com o bem-estar económico do estado ocorre-me agora uma questão que julgo pertinente. Do director de banco ao arrumador de carros todas as profissões são controladas pelo estado. Será o governo de Fidel o chulo que se acobarda nos becos à espera do lucro orgástico das belas criações da natureza?
Pela proximidade e clima a comparação com as “bailarinas” brasileiras é inevitável, não pela repetição dos passos indecorosos frente aos hotéis de Copacabana mas antes pela escolha de coreografias estudadas. Graciosas e cobertas por tecidos vistosos, as cubanas que se pavoneiam nos hotéis têm traços distintos da prostituição banal dos países subdesenvolvidos. O passo mais acertado, os movimentos discretos ao mesmo tempo que insinuam a imaginação, olhar expressivo e pundonor inabalável conferem ao ballet da putaria cubana um carácter sublime.
A postura é diferente e a prová-lo o desprezo que mostram pelo rótulo estereotipado de prostituta. Na sua maioria mulheres com estudos, utilizam a beleza estonteante das suas curvas corporais para se auto-proclamarem como acompanhantes de luxo. De forma generalizada e com as devidas diferenças serão o que no Brasil se chama de Garotas de Programa.
Intercâmbio linguístico terminado, corpos nus e suados entrelaçados em lençóis impessoais, movendo-se ritmadamente segundo sons guturais de libertação prazenteira, compõem um cenário que me faz duvidar da essência da actividade. Suavizado pela melodia licenciada e trejeitos educados, o fim anuncia-se sempre com o coito e o pagamento de serviços prestados.
Distanciado e preocupado com o bem-estar económico do estado ocorre-me agora uma questão que julgo pertinente. Do director de banco ao arrumador de carros todas as profissões são controladas pelo estado. Será o governo de Fidel o chulo que se acobarda nos becos à espera do lucro orgástico das belas criações da natureza?
2 comentários:
Uauuu,isso denota um conhecimento profundo da matéria em causa.Os sacrifícios k não deves ter passado para de viva voz poderes fazeres esta crónica.
Uauuu,isso denota um conhecimento profundo da matéria em causa.Os sacrifícios k não deves ter passado para de viva voz poderes fazer esta crónica.
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